![]() |
| Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil |
(Brasil61) O governo federal vai
dar uma segunda chance para pessoas físicas e jurídicas que têm dinheiro
esquecido em contas bancárias e instituições financeiras. O prazo terminou na
última quarta-feira (16), para que a consulta fosse feita no Sistema de Valores
a receber do Banco Central (SVR). No último levantamento, de agosto de 2024,
divulgado pelo BC, eram cerca de R$ 8,5 bilhões deixados para trás.
Novo prazo
Em nota, o Ministério da Fazenda
informou que vai publicar em breve no Diário Oficial da União um edital
contendo a relação dos valores recolhidos, com informações sobre a
instituição onde está o dinheiro, a agência, a natureza e o número da conta do
depósito. Então, os usuários terão mais 30 (trinta) dias, contados da data da
publicação, para contestar o recolhimento efetuado.
Depois desses trintas dias,
haverá ainda um prazo de seis meses para requerer judicialmente o
reconhecimento do direito aos depósitos. A contagem desse prazo começa depois
da publicação do edital pelo Ministério da Fazenda. O edital deve trazer todas
as informações de como fazer para requerer o dinheiro. Mas antes disso, o
interessado precisa acionar as instituições financeiras para reaver o dinheiro
esquecido, informou a Fazenda.
Mas o advogado Eduardo Natal,
mestre em Direito Tributário pela PUC/SP e presidente do Comitê de Transação
Tributária da Associação Brasileira da Advocacia Tributária (ABAT), enxerga
problemas envolvendo o recolhimento do dinheiro esquecido, com relação aos
prazos estipulados.
“Não apenas o prazo de 30 dias,
mas o prazo de seis meses para se levantar esse valor judicialmente, há quem
defenda que seria uma disposição que estaria de acordo com o Código Civil
Brasileiro. Mas o Código Civil regula relações de direito privado, portanto,
como estamos tratando de valores que, ao final, vão ser revertidos ao Tesouro
Nacional, nós não teríamos uma relação só de direito privado, e sim de uma
relação mais complexa, que envolve também o poder público. Esse, sim, é o ponto
mais sensível e que pode ser objeto de algum questionamento no futuro.” alerta
o especialista.
Lembrando que segundo a Lei nº
14.973 , aprovada em setembro passado, o governo poderá usar valores esquecidos
por cidadãos e empresas para cumprir a meta fiscal.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do ECI CANAL.