As transferências via Pix feitas
nesses aparelhos não poderão ultrapassar R$ 1 mil por dia até que os novos
dispositivos sejam cadastrados nos bancos. Segundo o BC, a medida foi tomada
para “diminuir a probabilidade de fraudadores usarem dispositivos diferentes
daqueles utilizados pelo cliente para gerenciar chaves e iniciar transações
Pix.”
Para o advogado da área de “Meios
de Pagamento” do Barcellos Tucunduva Advogados, Luiz Felipe Attié, é
fundamental que as instituições participantes do Pix como os bancos, e o
próprio Banco Central, busquem sempre aprimorar os métodos de segurança e a
experiência do usuário com a ferramenta.
“Isso faz com que cada vez
mais pessoas tenham confiança em atualizar o Pix e garante que aquela
transação não está sendo objeto de fraude, não está sendo desviada e não está
sendo utilizada para finalidade diversa daquela que o usuário pretende.”
Para aumentar o valor permitido
de transferência, os usuários terão de cadastrar os novos dispositivos junto
aos bancos.
Orientações para os bancos
Na página do Banco Central na
internet há ainda outras orientações para que a movimentação de dinheiro via
Pix seja feita com segurança. Para isso, os participantes passarão a ter
que, necessariamente:
Utilizar solução de gerenciamento
de risco de fraude que contemple as informações de segurança armazenadas no
Banco Central e que seja capaz de identificar transações Pix atípicas ou não
compatíveis com o perfil do cliente;
Disponibilizar, em canal eletrônico
de acesso amplo aos clientes, informações sobre os cuidados que os clientes
devem ter para evitar fraudes.
Movimentações via Pix
Segundo o BC, em 6 de setembro
deste ano a modalidade de transação imediata bateu recorde e chegou a 227,4
milhões de transações num único dia. No total, foram movimentados mais de
R$ 118 bilhões apenas naquele dia.
“Os números por si só já dizem como o Pix
é fundamental na vida do brasileiro; ele hoje é o principal método de
pagamento. É um método descomplicado, célere e fácil de ser utilizado. Embora
tenha problemas, o Banco Central está sempre em busca de novas ferramentas,
novas políticas que buscam trazer cada vez mais segurança e confiança aos
usuários.”
O pix foi criado em
novembro de 2020, e até agosto deste ano tinha mais de 168 milhões
de usuários — 153 milhões de pessoas físicas e 15 milhões de pessoas jurídicas.

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