| Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil |
O Maranhão deu um passo significativo na luta contra a violência de gênero ao aderir ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, instituído pelo Governo Federal em agosto de 2023. A oficialização ocorreu no dia 23 de agosto de 2024 com a assinatura do Decreto Estadual 39.325, que marcou o início da implementação do Pacto Estadual de Prevenção aos Feminicídios.
Essa ação é resultado de uma
parceria estratégica entre os governos federal e estadual, por meio de um
acordo de cooperação técnica que determina a criação de um plano estadual para
combater essa grave violação de direitos humanos. A Secretaria de Estado da
Mulher (SEMU) e o Comitê Estadual de Políticas para as Mulheres lideram o
processo, assumindo a responsabilidade de elaborar um documento que atenda às
necessidades específicas da população maranhense.
A construção do Plano Estadual de
Prevenção aos Feminicídios conta com um elemento inovador: uma consulta pública
lançada no dia 13 de dezembro de 2024, aberta à participação da sociedade até o
dia 30 de janeiro de 2025. Essa iniciativa busca reunir propostas de diferentes
setores sociais, garantindo que o plano reflita a diversidade de vozes e
realidades do estado.
O Pacto Estadual de Prevenção aos
Feminicídios estabelece ações divididas em três eixos principais: prevenção
primária, secundária e terciária. A prevenção primária visa promover a
igualdade de gênero e conscientizar a sociedade para evitar a violência antes
que ela ocorra. Já a prevenção secundária foca na proteção imediata de mulheres
em situação de risco e na responsabilização precoce dos agressores. Por fim, a
prevenção terciária prioriza o atendimento integral às vítimas, assegurando a
garantia de direitos e a reintegração social.
Entre as medidas previstas estão
a capacitação contínua dos profissionais que integram a rede de proteção às
mulheres, a inclusão de conteúdos sobre prevenção da violência de gênero nos
currículos escolares, o fortalecimento das delegacias especializadas, o uso
ampliado de tecnologias, como a monitoração eletrônica de agressores, a
importância da integração entre diversos órgãos e a Rede de Atendimento à
Mulher, buscando oferecer um serviço mais humanizado e eficiente. Essa
abordagem integrada é essencial para enfrentar o feminicídio de forma
coordenada e eficaz, fortalecendo a segurança e os direitos das mulheres no
Maranhão.
Com a adesão ao pacto nacional e
a consulta pública participativa, o estado reafirma seu compromisso com a
promoção da igualdade de gênero e o enfrentamento da violência contra as
mulheres.
Para Maria Helena Veiga, chefe do
Departamento de Enfrentamento, Avaliação e Monitoramento à Violência Contra as
Mulheres da Semu, a consulta pública representa uma oportunidade única para
incluir diferentes perspectivas na formulação de políticas públicas. "A
consulta pública é um instrumento para que a sociedade civil possa opinar e
ajudar na construção do Plano de Prevenção aos Feminicídios. Por isso, estamos
contando com representantes de movimentos sociais organizados e gestoras
municipais para responderem o questionário, garantindo a construção de um
documento que alcance toda a diversidade de mulheres do nosso estado",
afirmou.
A participação popular é
fundamental para garantir que o plano atenda às reais demandas da sociedade.
Link para acessar o formulário da
consulta pública
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